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Angiondinografia: para que serve e porque salva vidas

O sistema complexo que é o nosso corpo é progressivamente cada vez mais conhecido em profundidade, graças aos avanços impressionantes que se deram na tecnologia médica do século XX. Uma tal tecnologia é a angiodinografia, eco-doppler, ou ultrassonografia, cuja acção é crucial para diagnosticar problemas venosos profundos, como tromboses e aneurismas.

O que é uma angiodinografia

O sistema circulatório é talvez o sistema mais complexo que temos no nosso corpo, graças a um elevado número ramificações que tornam o seu mapeamento correcto essencial para uma intervenção médica exacta e eficaz. A angiodinografia é possivelmente a ferramenta mais útil para a comunidade médica conseguir esse objectivo.

Por comparação aos ultrassons normais, onde o importante é a caracterização morfológica do nosso organismo através do regresso dos ecos ao aparelho, no caso da angiodinografia temos um exame excepcionalmente eficaz para a análise do sistema nervoso.

Isto, porque o exame recorre ao efeito Doppler, o que lhe permite determinar igualmente a direcção do fluxo sanguíneo e os pontos de refluxo, os pontos onde o sangue flui na direcção contrária ao normal, frequentemente por falhas nas válvulas reguladoras que são incapazes de se fecharem correctamente para impedir a inversão do fluxo.

Deste modo, garante-se a exactidão na detecção dos pontos problemáticos de uma rede capilar e a consequente capacidade para determinar exactamente quais os pontos mais eficazes para uma intervenção.

O processo de uma angiodinografia é contudo diferente para a análise de artérias ou veias. No caso da angiodinografia venosa, a importância é muito mais colocada na própria direcção da circulação sanguínea.

Como a velocidade do sangue nas veias é relativamente lenta e não é detectada imediatamente pelo eco-doppler, o técnico necessita recorrer a algumas técnicas que consistem na compressão e descompressão das veias através de manobras como a de Salsalva, que consiste em tenta expelir ar através da boca e nariz tapados.

Numa fase inicial, a manobra provoca a expulsão do ar da cavidade pulmonar e desacelera o seu regresso ao coração, efectivamente desacelerando toda a circulação sanguínea. Quando a pressão é libertada e o sangue volta a poder entrar no coração e peito, a velocidade pode então ser medida para uma estimativa que determine por exemplo a existência de uma insuficiência venosa.

Pelas suas características e exactidão, a angiodinografia é a ferramenta ideal para o estudo das seguintes patologias:

A angiodinografia é um exame seguro?

A angiodinografia representa o culminar de uma evolução que tem quase 50 anos desde que as primeiras experiências foram feitas para aplicar o efeito Doppler ao estudo do sistema venoso e de uma evolução ainda mais longa na utilização de ultrassons para o mesmo efeito. Ao longo de toda esta evolução não se encontraram indícios claros de que a tecnologia possa ter efeitos nefastos.

Pelo contrário, ela substitui a obsoleta flebografia, que recorre à obtenção de Raios X sobre uma zona ou um conjunto de vasos sanguíneos injectados com um contraste. A angiodinografia não só é mais exacta e permite maior controlo e refinado dos resultados, como é totalmente não invasiva, não requerendo qualquer tipo de contraste.

Deste modo, a angiodinografia combina características altamente desejáveis para a classe médica, permitindo por um lado o acesso a um exame sem qualquer efeito sobre o paciente, e por outro um exame que permite detectar com muita maior exactidão quais são as áreas que necessitam de intervenção, poupando o cirurgião a intervenções em mais larga escala por impossibilidade de aceder imagens adequadas.

Contudo, a angiodinografia é o exame onde a destreza e conhecimento técnico do operador mais influencia a qualidade dos resultados obtidos. É por isso de importância crucial que se certifique que quando necessitar de recorrer ao exame opte por um estabelecimento de saúde de boa reputação e com pessoal treinado e de experiência consolidada na obtenção e interpretação das leituras.

Afinal, quão mais exactos forem os resultados, melhor o cirurgião compreenderá o problema e por isso mais possibilidades de sucesso terão as intervenções.

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