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Exercício Resistido Consegue Diminuir o Linfedema

Embora o termo não seja corrente na linguagem leiga, um linfedema é o inchaço (tumefação) de qualquer órgão do corpo devido a uma deficiência da circulação linfática. O exercício resistido ou treinamento com exercícios resistidos encontra-se entre as recomendações para atenuação do linfedema da National Lymphedema Network.

O que é um linfedema

Num organismo funcional, o nosso sangue é regularmente filtrado por um processo de filtragem capilar que remove plasma da circulação. O sangue, não entrando em contacto com os tecidos que irriga, liberta os seus constituintes através deste processo, formando o fluído intersticial.

Se a maioria deste plasma é rapidamente reabsorvido pela corrente sanguínea, uma pequena quantidade permanece no fluído intersticial. uma das funções do sistema linfático é permitir a drenagem deste líquido de volta para o sangue. Ao mesmo tempo, o sistema tem uma função imunitária e contém linfócitos, além dos produtos finais do metabolismo celular para futura eliminação do nosso organismo.

Se os vasos linfáticos forem danificados e se encontrarem incapazes de proceder a esta drenagem, a retenção local de líquidos leva ao inchaço dos tecidos, gerando sensação de peso na zona afectada e culminando em deformações severas.

As causas do linfedema não são actualmente bem conhecidas, mas devem-se a razões congénitas ou a danos incorridos devido a infecção ou na sequência de cirurgias ou submissão a radioterapia. Efectivamente o linfedema resultante de tratamentos contra o cancro parece ser o mais prevalente no mundo ocidental.

Infelizmente o linfedema é uma condição incurável e progressiva se deixada sem tratamento. Neste capítulo, o tratamento mais comum é a massagem manual dos nódulos linfáticos para facilitar a drenagem, em conjunto com a utilização de apoios elásticos para impedirem a progressão do edema.

As opções cirúrgicas incluem o transplante de nódulos linfáticos da virilha para o braço, ou a anastomose linfovenosa, um procedimento no qual são reconectadas vias linfáticas para potenciar a drenagem e que tem mostrado elevada eficácia na redução do edema.

No entanto, as alternativas atrás citadas são possíveis apenas nos casos em que o edema é essencialmente líquido. Com a progressão da condição, desenvolvem-se fibroses que endurecem os membros afectados e impossibilitam a drenagem.

Para estes casos existem outros métodos como a lipectomia por sucção ou a reconstrução linfática através de excertos de vasos linfáticos para bypass da zona obstruída.

Contudo, por se tratar de uma condição incurável, a manutenção do linfedema é de importância crucial e existem indicações de que o exercício adequado pode ser de importância extrema.

O exercício físico na gestão do linfedema

Contrário ao que foi vocalizado durante décadas, os dados mais recentes indicam que o levantamento progressivo de pesos pode ajudar a travar a progressão do linfedema nos braços e reduzir o número de episódios que necessitem de intervenção.

No entanto a National Lymphedema Network salvaguarda que a intensidade do exercício não será universalmente segura e realça a necessidade de serem seguidas algumas linhas de segurança:

Existem rotinas de exercício adequadas a diversos tipos de linfedema, sendo da máxima importância a consulta de um especialista em medicina vascular e linfedemas para uma melhor adequação da rotina às necessidades específicas de cada paciente. Não sendo possível curar o linfedema, a fisioterapia complexa descongestiva em conjunto com uma dieta de triglicerídeos de cadeia média tem mostrado efeitos benéficos na sua redução e manutenção.

Não se renda ao linfedema, e informe-se junto do seu médico.

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