Explorar os estabelecimentos de saúde em Portugal pode parecer um bicho de sete cabeças, especialmente se você é novo no país ou não está familiarizado com o sistema. Mas não se preocupe, este guia completo vai desmistificar tudo sobre o que são, como funcionam e onde encontrar esses locais. Desde o Serviço Nacional de Saúde (SNS) até as clínicas privadas, vamos abordar os pontos importantes para que você saiba exatamente o que esperar e como garantir o melhor atendimento para você e sua família. É mais simples do que parece, acredite!
Pontos-chave sobre os estabelecimentos de saúde em Portugal
- O Serviço Nacional de Saúde (SNS) é a base do sistema de saúde português, oferecendo acesso a uma vasta rede de estabelecimentos de saúde, tanto públicos quanto privados.
- O médico de família é a porta de entrada principal para o SNS, sendo responsável pelo acompanhamento geral da saúde e encaminhamentos necessários.
- Todos os residentes em Portugal, incluindo estrangeiros, têm direito ao atendimento nos estabelecimentos de saúde públicos, mediante inscrição e obtenção do número de utente.
- Embora o SNS seja amplamente acessível, podem existir taxas moderadoras para alguns serviços, mas há isenções para grupos específicos e em situações de urgência referenciadas.
- Para encontrar estabelecimentos de saúde, pode-se consultar o centro de saúde da sua área de residência, listar hospitais e clínicas, ou usar a Linha SNS 24 para obter orientações.
O Que São os Estabelecimentos de Saúde em Portugal
Olá! Se você está a pensar em mudar-se para Portugal ou já cá anda há algum tempo, uma das primeiras coisas que nos vêm à cabeça é como funciona o sistema de saúde, certo? Portugal tem um sistema de saúde que é bastante respeitado, e a base de tudo é o Serviço Nacional de Saúde, ou SNS, como toda a gente lhe chama. Pense no SNS como o grande guarda-chuva que cobre a saúde de quase toda a gente em Portugal. Ele foi criado para garantir que todos, independentemente de terem muito ou pouco dinheiro, possam ter acesso a cuidados médicos. É um sistema que abrange desde uma consulta simples no centro de saúde até tratamentos mais complicados em hospitais.
Mas o SNS não é a única peça do puzzle. Portugal tem uma rede de estabelecimentos de saúde que mistura o público e o privado. Por um lado, temos os centros de saúde e os hospitais públicos, que são a espinha dorsal do SNS. Por outro lado, há uma rede crescente de clínicas privadas, hospitais privados e consultórios médicos que também oferecem serviços. Esta dualidade significa que, muitas vezes, as pessoas têm a opção de escolher onde querem ser atendidas, dependendo da urgência, do tipo de serviço e, claro, do bolso.
O Serviço Nacional de Saúde (SNS): Um Pilar Essencial
O Serviço Nacional de Saúde (SNS) é, sem dúvida, o alicerce do sistema de saúde português. A sua criação teve como objetivo principal garantir o acesso universal aos cuidados de saúde, assegurando que todos os cidadãos e residentes em Portugal possam receber assistência médica, independentemente da sua condição económica ou social. O SNS engloba uma vasta gama de serviços, desde a prevenção e promoção da saúde até ao tratamento de doenças e reabilitação. É um sistema que procura dar resposta a todas as necessidades de saúde, desde uma simples consulta de rotina até procedimentos médicos complexos e de alta especialização. A sua existência é um reflexo do compromisso do país com o bem-estar dos seus cidadãos, funcionando como uma rede de segurança que ampara a população em momentos de necessidade.
A Rede Pública e Privada de Estabelecimentos de Saúde
Em Portugal, a oferta de cuidados de saúde é composta por uma rede mista, que integra tanto estabelecimentos públicos como privados. A rede pública, gerida pelo SNS, inclui os centros de saúde, hospitais públicos e outras unidades de saúde. Estes locais são a porta de entrada para a maioria dos utentes e oferecem uma vasta gama de serviços, muitas vezes com custos reduzidos ou isenção de taxas para determinados grupos. Paralelamente, existe um setor privado robusto, com hospitais, clínicas e consultórios que oferecem serviços com maior rapidez ou com acesso a tecnologias mais recentes, mas geralmente a um custo mais elevado. Esta coexistência permite que os utentes tenham diferentes opções de acordo com as suas necessidades e preferências, embora a integração entre os dois setores nem sempre seja totalmente fluida. A Entidade Reguladora da Saúde (ERS) é a entidade responsável por fiscalizar e regular a atividade de todos os prestadores de cuidados de saúde, garantindo a qualidade e a segurança dos serviços prestados.
A Importância do Médico de Família
O médico de família é uma figura central no sistema de saúde português, especialmente dentro do SNS. Ele é, na maioria das vezes, o primeiro ponto de contacto do utente com o sistema de saúde. O médico de família acompanha o seu
Quem Tem Acesso aos Estabelecimentos de Saúde
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Uma das grandes vantagens do sistema de saúde português é que ele é bastante inclusivo. Basicamente, qualquer pessoa que esteja em Portugal e precise de cuidados médicos tem direito a ser atendida, seja num hospital público ou num centro de saúde. Não importa a tua nacionalidade ou se tens ou não autorização de residência. O acesso à saúde é um direito, e Portugal leva isso a sério.
Direito Universal ao Atendimento Médico
Em Portugal, o acesso aos cuidados de saúde é visto como um direito fundamental. Isso significa que, independentemente de seres cidadão português, residente legal, ou mesmo se estiveres em situação irregular, tens direito a ser atendido. Em casos de emergência, ninguém pode ser recusado. O sistema foi pensado para abranger toda a gente que se encontra no território nacional. É um sistema que tenta não deixar ninguém para trás, o que é bastante positivo.
Acesso para Residentes Estrangeiros
Para os estrangeiros que vivem em Portugal, o acesso é bastante direto. Se tens uma autorização de residência ou um visto válido, o processo é mais simples. Geralmente, precisas de te inscrever no centro de saúde da tua área de residência. Para isso, vais precisar de apresentar alguns documentos, como o teu passaporte ou outro documento de identificação, um comprovativo de morada em Portugal (pode ser um contrato de arrendamento ou uma fatura de água/luz) e o teu Número de Identificação Fiscal (NIF). Se estiveres em Portugal há mais de 90 dias, mas ainda não tiveres uma autorização de residência formal, podes pedir um Atestado de Residência na Junta de Freguesia. Com este documento, também podes inscrever-te no centro de saúde e obter o teu Número de Utente. É importante saber que crianças e jovens, independentemente da sua situação de residência, têm o mesmo acesso ao sistema de saúde que os outros residentes. Para quem viaja muito pela Europa, ter o Cartão Europeu de Seguro de Doença (CESD) é uma boa ideia, pois permite-te ter acesso a cuidados médicos nos outros países da União Europeia, sob as mesmas condições que os locais. Podes pedir este cartão se já estiveres inscrito no SNS e no sistema de segurança social.
O Papel do Número de Utente
O Número de Utente é, na verdade, a tua chave para o Serviço Nacional de Saúde (SNS). É através dele que consegues marcar consultas, pedir exames, ir a hospitais e até ter acesso à comparticipação de medicamentos. Se fores cidadão português e tiveres o Cartão de Cidadão, este número é atribuído automaticamente. Para os estrangeiros, o processo é gratuito e faz-se no centro de saúde da tua zona. Lembra-te que, mesmo que não tenhas um médico de família atribuído, ainda podes ser atendido no centro de saúde ou contactar a Linha SNS 24 para obter orientação. A saúde é um assunto importante, e ter um bom acompanhamento, como o que se pode ter com cuidados dentários, é fundamental para o bem-estar geral. Por exemplo, clínicas como a Clínicas Viver em Lisboa oferecem avaliações dentárias gratuitas e diversos tratamentos modernos, mostrando que há opções para cuidar de ti em várias frentes.
O sistema de saúde português é projetado para ser acessível a todos os que se encontram no país, com um foco especial na inclusão e na garantia de que ninguém fica sem cuidados médicos, especialmente em situações de emergência. Compreender como aceder e qual a documentação necessária é o primeiro passo para usufruir deste direito.
Desde junho de 2022, a maioria dos serviços do SNS deixou de ter taxas moderadoras. A única exceção é quando vais a uma urgência hospitalar sem ter sido encaminhado por um médico ou pela Linha SNS 24. No entanto, mesmo nesses casos, há muitas situações em que não precisas de pagar, como se fores criança, grávida, doador de sangue, ou se tiveres uma incapacidade igual ou superior a 60%. O objetivo é tornar o acesso o mais fácil possível. Portanto, se precisares de cuidados, não hesites em procurar um centro de saúde ou um hospital.
Como Funciona o Atendimento nos Estabelecimentos de Saúde
Entrar no sistema de saúde português pode parecer um bicho de sete cabeças à primeira vista, mas na verdade, é um processo bastante organizado. A ideia principal é que a maioria das pessoas comece pelo centro de saúde. Pense nele como a porta de entrada para tudo o que o Serviço Nacional de Saúde (SNS) tem para oferecer.
O Centro de Saúde: A Porta de Entrada
Quando falamos em cuidados de saúde primários, é aqui que tudo acontece. Nos centros de saúde, pode marcar consultas com o seu médico de família, se já tiver um atribuído. Se não tiver, não se preocupe, pode sempre ir lá para ser atendido por um médico de serviço ou para situações de urgência que não sejam de vida ou morte. É o sítio ideal para check-ups de rotina, renovar receitas de medicamentos ou simplesmente para tirar dúvidas sobre a sua saúde. Muitos centros de saúde têm até serviços de atendimento rápido para aqueles problemas que surgem de repente e precisam de atenção no mesmo dia, como uma febre alta ou uma dor que não passa. É importante saber que, mesmo sem médico de família, o atendimento é garantido. Aliás, todos os bebés nascidos em Portugal já vêm com um médico de família atribuído, o que é uma ótima notícia para os novos pais.
Encaminhamento para Hospitais e Especialistas
Uma coisa que é bom saber é que, no SNS, não se pode simplesmente marcar uma consulta com um especialista diretamente. O caminho normal é passar primeiro pelo seu médico de família. Ele é que vai avaliar a sua situação e, se achar necessário, encaminhá-lo para um especialista ou para exames mais específicos. Este sistema ajuda a garantir que os recursos são usados da melhor forma e que as pessoas recebem o cuidado mais adequado para o seu problema. Se precisar de um exame de diagnóstico, como uma análise ao sangue ou um raio-x, também vai precisar de uma requisição do seu médico de família. É um processo que pode parecer um pouco mais demorado, mas garante que a sua saúde é acompanhada de forma completa e organizada. Para quem vive em Portugal, ter um número de utente é fundamental para aceder a estes serviços. Se for estrangeiro e residente em Portugal, basta dirigir-se ao centro de saúde da sua área de residência com os documentos necessários, como a autorização de residência e o comprovante de morada, para obter o seu número. É um direito que todos os residentes têm.
Atendimento de Urgência e Emergência
Quando falamos de urgências, é importante distinguir entre o que é uma urgência e o que é uma emergência. Para situações que não são de vida ou morte, mas que precisam de atenção rápida, o centro de saúde pode ser a melhor opção. Se a situação for mais grave, como um problema cardíaco ou um acidente grave, o caminho é o serviço de urgência de um hospital. Uma ferramenta super útil em todo este processo é a Linha SNS 24, através do número 808 24 24 24. Ao ligar para lá, pode receber aconselhamento de saúde, perceber qual o serviço mais indicado para o seu problema – se é o centro de saúde, um hospital ou até mesmo uma chamada para o 112 em casos muito graves – e, em algumas situações, até agendar consultas. É sempre recomendado ligar para a Linha SNS 24 antes de ir para uma urgência hospitalar, a não ser que seja uma emergência mesmo, em que o tempo é essencial. Saber usar esta linha pode poupar-lhe tempo e garantir que vai ao sítio certo. Para quem procura alternativas ou acesso mais rápido, o sistema de saúde privado em Portugal oferece outras opções, com seguros de saúde que podem cobrir uma vasta gama de serviços, permitindo escolher médicos e hospitais com mais liberdade. É uma alternativa a considerar, dependendo das suas necessidades e preferências de acesso a cuidados de saúde.
É importante lembrar que, para aceder a serviços de urgência hospitalar sem pagar taxas moderadoras, geralmente é necessário ter um encaminhamento prévio, seja através da Linha SNS 24 ou do seu centro de saúde. Isto ajuda a gerir o fluxo de pacientes e a garantir que os casos mais graves são atendidos prioritariamente.
Custos e Taxas nos Estabelecimentos de Saúde
Falar sobre custos e taxas nos estabelecimentos de saúde em Portugal pode parecer um bicho de sete cabeças, mas a verdade é que o sistema é bastante acessível, especialmente quando comparado com outros países. Desde junho de 2022, houve uma grande mudança: a maioria das taxas moderadoras, que eram aqueles valores simbólicos cobrados por consultas e exames, foram eliminadas. Isto significa que o acesso ao Serviço Nacional de Saúde (SNS) é, na prática, gratuito para a maior parte das pessoas.
As Taxas Moderadoras: O Que Mudou?
A grande novidade é que, com o Decreto-Lei n.º 37/2022, a cobrança de taxas moderadoras foi largamente descontinuada. Antes, era comum pagar um valor por uma consulta no centro de saúde ou por um exame específico. Agora, o acesso à maioria destes serviços é livre de custos diretos para o utente. A única situação em que ainda podem ser cobradas taxas é se for diretamente a uma urgência hospitalar sem ter sido encaminhado antes. Ou seja, se não ligou para a Linha SNS 24 ou não passou pelo seu médico de família para obter uma referência, e acaba por ir à urgência, aí sim, pode ter que pagar. Mas atenção, mesmo nestes casos, há muitas isenções.
Medicamentos Comparticipados pelo Governo
Quando falamos de medicamentos, o Estado português tem um papel importante através da comparticipação. Isto significa que o governo assume uma parte do custo dos medicamentos prescritos, tornando-os mais acessíveis. Existem diferentes escalões de comparticipação, o que significa que o valor que paga pode variar dependendo do medicamento. Geralmente, os medicamentos mais antigos ou essenciais têm uma comparticipação maior. Para pensionistas, por exemplo, existem descontos adicionais. É sempre bom falar com o seu médico ou farmacêutico para perceber como funciona a comparticipação para o seu caso específico. A ideia é que ninguém fique sem o tratamento necessário por causa do preço.
Opções de Saúde Privada e Seguros
Claro que, para além do SNS, existe o setor privado. Muitas pessoas optam por ele, seja pela rapidez no acesso a especialistas ou por preferirem um determinado hospital ou clínica. Os custos na saúde privada são, como seria de esperar, mais elevados. Uma consulta de especialidade pode custar entre 78€ e 120€, e uma ida à urgência privada pode chegar aos 120€. Exames mais complexos ou procedimentos, como uma endoscopia, podem custar centenas de euros. É aqui que entram os seguros de saúde. Ao contrário do que se pensa, em Portugal, um "plano de saúde" é mais como um cartão de descontos numa rede privada. Já um "seguro de saúde" é que cobre riscos e despesas médicas até um certo limite, mediante o pagamento de um prémio mensal. Estes seguros podem variar muito de preço, dependendo da idade, das coberturas e da seguradora, mas podem ser uma boa forma de ter acesso mais rápido a cuidados de saúde privados, sem ter um susto na conta final. É uma alternativa para quem procura mais agilidade no acesso a cuidados de saúde.
É importante lembrar que, mesmo com a existência do setor privado e dos seguros, o SNS continua a ser a espinha dorsal do sistema de saúde em Portugal, garantindo acesso a todos, independentemente da sua condição financeira. A maioria dos serviços é gratuita ou tem custos muito reduzidos, o que é uma vantagem enorme.
Quem é isento de taxas moderadoras?
Mesmo na situação de urgência sem encaminhamento, há uma lista considerável de pessoas que não pagam nada. Isto inclui grávidas, crianças e jovens até aos 17 anos, pessoas com incapacidade igual ou superior a 60%, dadores de sangue, bombeiros, doentes transplantados, militares e ex-militares com incapacidade permanente, e pessoas em situação de comprovada insuficiência económica. A lista é extensa e visa proteger os grupos mais vulneráveis. Se não tem a certeza se se enquadra em alguma destas categorias, o melhor é confirmar no seu centro de saúde ou através do portal da Entidade Reguladora da Saúde.
Encontrando os Estabelecimentos de Saúde Certos
Encontrar o sítio certo para tratar da saúde em Portugal pode parecer um bicho de sete cabeças no início, mas com umas dicas, fica tudo mais simples. O primeiro passo, e talvez o mais importante, é saber qual é o seu centro de saúde de referência. Geralmente, este é o centro de saúde mais perto da sua casa, onde você mora. Se você acabou de chegar a Portugal, ou mudou de residência, é fundamental ir até lá para se inscrever e obter o seu Número de Utente. Este número é como o seu cartão de identidade no Serviço Nacional de Saúde (SNS). Sem ele, fica mais complicado marcar consultas ou aceder a certos serviços. Para descobrir qual é o seu centro de saúde, pode perguntar aos vizinhos, dar uma olhada no site da Câmara Municipal da sua zona, ou até mesmo ligar para a linha SNS 24. Eles costumam ter essa informação.
Depois de ter o seu centro de saúde definido e o Número de Utente em mãos, o próximo passo é perceber como funciona o agendamento. A maioria dos centros de saúde tem um sistema de marcação de consultas, seja por telefone, online através do portal do SNS ou da aplicação móvel, ou mesmo presencialmente. É bom saber que o médico de família é a sua porta de entrada para tudo. Se precisar de ver um especialista ou fazer um exame mais complicado, é o seu médico de família que faz o encaminhamento. Por isso, ter uma boa relação com ele e manter as consultas em dia é uma ótima ideia.
Para além dos centros de saúde, Portugal tem uma rede vasta de hospitais públicos, que cobrem todo o território nacional. Cada hospital tem as suas especialidades e áreas de atuação. Se precisar de algo mais específico, como uma cirurgia ou um tratamento mais complexo, é provável que seja encaminhado para um hospital. Para encontrar um hospital perto de si, pode usar o site do SNS ou simplesmente fazer uma pesquisa online pelo nome da sua cidade ou região, seguido de "hospital público". É importante também saber que existem os hospitais privados e clínicas, que funcionam de forma diferente, muitas vezes com seguros de saúde. Se você tem um seguro, vale a pena verificar quais os hospitais e clínicas que ele cobre.
Uma ferramenta super útil em todo este processo é a linha SNS 24 (808 24 24 24). Eles não só ajudam a tirar dúvidas sobre o sistema de saúde, como também podem orientar sobre onde se dirigir em caso de necessidade, seja para uma consulta de rotina, um exame ou uma situação de urgência. Eles podem até ajudar a marcar algumas consultas ou a perceber qual o serviço mais adequado para o seu problema. É um contacto que vale a pena ter guardado.
Lembre-se que, embora o SNS seja um sistema de qualidade, os tempos de espera podem variar. Saber como usar o sistema a seu favor, começando pelo centro de saúde e pelo médico de família, faz toda a diferença. Se precisar de cuidados mais urgentes, mas que não sejam uma emergência que precise ir ao hospital, os Serviços de Atendimento Permanente (SAP) nos centros de saúde são uma boa opção. Eles estão lá para situações que não podem esperar pela consulta normal, mas que também não são de vida ou morte. É tudo uma questão de conhecer as opções e escolher a melhor para cada momento. Para quem gosta de explorar a natureza e quer ter uma ideia de como é a vida fora dos centros urbanos, o Parque Nacional Peneda-Gerês é um lugar incrível para visitar, com paisagens deslumbrantes e uma fauna rica, mostrando um lado diferente de Portugal.
Qualidade e Desafios dos Estabelecimentos de Saúde
Falar sobre a qualidade e os desafios do Serviço Nacional de Saúde (SNS) em Portugal é um tema que mexe com muita gente. Por um lado, temos um sistema que é um verdadeiro pilar para a saúde de todos nós, com profissionais que se dedicam imenso e uma rede de serviços que, em muitos aspetos, é de primeira linha. Portugal é reconhecido por ter médicos, enfermeiros e outros técnicos de saúde muito bem formados, e isso é algo que nos dá muita confiança, não é verdade?
Profissionais de Saúde Qualificados
É verdade que a formação dos nossos profissionais de saúde é um dos pontos mais fortes do sistema. Muitos deles não só trabalham em Portugal, como também têm experiência internacional ou participam em formações e congressos lá fora, trazendo o que há de mais moderno para cá. Essa qualificação é visível no dia a dia, seja numa consulta de rotina, num procedimento mais complexo ou até mesmo numa situação de emergência. Eles estão preparados para lidar com uma vasta gama de problemas de saúde, e isso é algo que não tem preço.
Tempos de Espera e Demanda
Agora, sejamos honestos, nem tudo são rosas. Um dos maiores desafios que o SNS enfrenta, e que afeta diretamente a experiência do utente, são os tempos de espera. A procura pelos serviços de saúde é muito alta, e isso acaba por se refletir na demora para conseguir uma consulta de especialidade, fazer um exame mais específico ou até mesmo para ser operado. Em alguns casos, as listas de espera podem ser longas, o que pode ser frustrante para quem precisa de atenção mais rápida.
Por exemplo, para uma consulta com um dermatologista, dependendo da zona do país e da urgência clínica, pode ser que tenha de esperar alguns meses. O mesmo pode acontecer para exames como uma ressonância magnética ou uma colonoscopia. Nas urgências hospitalares, a situação pode variar bastante. Em dias de maior afluência, ou para situações que não são consideradas de vida ou morte, a espera pode ser bastante longa, por vezes ultrapassando as 12 horas. É importante lembrar que as situações mais graves têm prioridade máxima, o que é justo, mas pode deixar quem tem problemas menos urgentes à espera.
A Importância de Saber Utilizar o Sistema
Perante estes desafios, a verdade é que saber como usar o sistema a nosso favor faz toda a diferença. O centro de saúde é, na maioria das vezes, a porta de entrada. Ter um médico de família atribuído é o ideal, pois ele conhece o seu historial e pode orientá-lo melhor. Se precisar de ver um especialista, é o médico de família que geralmente faz o encaminhamento. Se não tiver médico de família, ou se a situação for mais urgente, a Linha SNS 24 (808 24 24 24) é uma excelente ferramenta. Eles podem dar aconselhamento, indicar o serviço de saúde mais próximo e apropriado, e até mesmo agendar consultas em alguns casos. Saber quando ir a uma urgência, quando marcar uma consulta no centro de saúde e quando ligar para a linha SNS 24 pode poupar-lhe tempo e stress. É um pouco como aprender a jogar o jogo, sabe? Quanto melhor soubermos as regras e as melhores estratégias, mais fácil se torna o percurso.
E agora, como fica a saúde em Portugal?
Bem, chegámos ao fim da nossa conversa sobre como encontrar e usar os serviços de saúde em Portugal. Como vimos, o país tem um sistema de saúde que funciona, tanto o público (o SNS) como o privado. É importante lembrar que, mesmo no público, pode haver alguma espera, mas a qualidade dos profissionais é boa e há muitas opções. Se está a pensar vir para cá ou já cá está, o melhor é mesmo informar-se sobre o seu médico de família e o centro de saúde mais perto de si. E não se esqueça, cuidar da saúde é sempre o mais importante, onde quer que esteja!
Perguntas Frequentes
Estrangeiros podem usar o sistema de saúde público em Portugal?
Sim, o Serviço Nacional de Saúde (SNS) em Portugal é para todos que estão em território português, incluindo estrangeiros. É importante ter o seu número de utente, que é como um registo seu no sistema de saúde.
Como funciona o atendimento nos centros de saúde?
O sistema de saúde público em Portugal é bastante completo. Geralmente, o primeiro passo é ir ao centro de saúde da sua área para falar com o médico de família. Ele é quem vai avaliar a sua situação e, se precisar, encaminhar para um especialista ou hospital.
Qual o papel do médico de família no sistema de saúde?
O médico de família é o seu médico principal. Ele acompanha a sua saúde, dá receitas e, se necessário, indica outros médicos ou exames. Para ter um, precisa de se inscrever no centro de saúde da sua zona de residência.
O sistema de saúde público em Portugal é totalmente gratuito?
Em geral, o atendimento nos centros de saúde e as consultas com o médico de família são gratuitos. No entanto, em alguns atendimentos de urgência em hospitais pode haver uma pequena taxa, chamada taxa moderadora, mas há muitas isenções.
O governo ajuda a pagar os remédios em Portugal?
Sim, o governo ajuda a pagar uma parte do preço de muitos medicamentos. O quanto o governo paga depende do tipo de remédio e da doença. Alguns medicamentos para doenças crónicas podem até ser gratuitos.
Quais são os principais desafios do sistema de saúde público?
É bom saber que, apesar de ter profissionais muito bons, o sistema público pode ter tempos de espera, especialmente para exames ou consultas com especialistas. Para urgências, é sempre bom ligar para a Linha SNS 24 (808 24 24 24) antes de ir ao hospital, para saber o melhor a fazer.