É a única espécie sobrevivente de uma divisão inteira de plantas. Não tem parentes próximos vivos — nem género, nem família, nem ordem. Todos os outros desapareceram.
Esta página foi reescrita. Antes descrevia o que se dizia que esta planta tratava; agora descreve o que ela é, onde cresce, para que serve de facto, e o que a lei permite afirmar. A razão da mudança está explicada em o que a lei permite dizer sobre plantas e saúde.
Que planta é
| Nome botânico | Ginkgo biloba |
|---|---|
| Família | Ginkgoaceae |
| Parte utilizada | Folha |
Onde cresce
Originária da China. Em Portugal é plantada como árvore ornamental urbana, em jardins e alamedas. É a única espécie viva de toda a sua divisão botânica.
Para que serve, na prática
- Ornamental urbana — muito usada em arruamento por tolerar poluição e compactação; a folhagem amarelece de forma espectacular no outono
- Culinária asiática — a semente descascada é consumida cozida ou assada no Japão, na China e na Coreia, em pratos como o chawanmushi
- Cultural — é considerada árvore sagrada em templos do Japão e da China, com exemplares de séculos
O que a tradição lhe atribui
É frequentemente chamada fóssil vivo: o género está no registo fóssil há mais de 200 milhões de anos e a espécie sobreviveu sem parentes vivos. O uso da folha em preparações é chinês e antigo; a comercialização em extracto na Europa é recente e industrial.
Isto é etnobotânica: registo do que se acreditou e do que se praticou. Não é uma indicação de uso nem uma afirmação de eficácia — e a distinção não é um formalismo, é o que separa informação de alegação.
Cuidados a ter
A polpa que envolve a semente tem cheiro fortemente desagradável e é irritante para a pele, o que é a razão pela qual se plantam quase sempre exemplares masculinos em arruamento. A semente não deve ser consumida em quantidade nem por crianças.
O que a lei permite dizer
Sobre ginkgo biloba, como sobre qualquer planta vendida como alimento ou suplemento alimentar em Portugal, aplicam-se três regras que convém conhecer:
- Um suplemento alimentar não pode ser apresentado como tratando ou prevenindo uma doença. Se o for, deixa juridicamente de ser alimento e passa a ser medicamento — competência do Infarmed, e ilegal sem autorização.
- As alegações de saúde têm de estar autorizadas, nos termos do Regulamento (CE) n.º 1924/2006, depois de avaliação científica pela EFSA.
- As alegações sobre plantas estão «em espera» desde 2010 — nem autorizadas nem rejeitadas. É por isso que circulam sem estarem validadas.
E há um princípio que contraria a intuição de quase todos: o uso tradicional, por si, não é fundamento suficiente para autorizar uma alegação de saúde num alimento.
O enquadramento completo, com a diferença entre suplemento e medicamento e cinco sinais para ler criticamente um artigo sobre plantas, está em o que a lei permite dizer sobre plantas e saúde.
Perguntas frequentes
Qual é o nome científico de ginkgo biloba?
Ginkgo biloba, da família Ginkgoaceae.
Cresce em Portugal?
Originária da China. Em Portugal é plantada como árvore ornamental urbana, em jardins e alamedas. É a única espécie viva de toda a sua divisão botânica.
Para que se usa?
Ornamental urbana — muito usada em arruamento por tolerar poluição e compactação; a folhagem amarelece de forma espectacular no outono Além disso: Culinária asiática — a semente descascada é consumida cozida ou assada no Japão, na China e na Coreia, em pratos como o chawanmushi
Serve para tratar alguma doença?
Não é isso que esta página afirma, e não é isso que a lei permite afirmar sobre uma planta vendida como alimento. As alegações de saúde sobre plantas estão em espera de avaliação na União Europeia, e o uso tradicional não basta para as autorizar. Para uma questão de saúde, o interlocutor é um médico ou um farmacêutico.
Há cuidados a ter?
A polpa que envolve a semente tem cheiro fortemente desagradável e é irritante para a pele, o que é a razão pela qual se plantam quase sempre exemplares masculinos em arruamento. A semente não deve ser consumida em quantidade nem por crianças.
Plantas relacionadas
- Espinheira-santa — também é a folha que se usa
- Uva-ursina — também é a folha que se usa
- Abacateiro — também é a folha que se usa
- Hamamélia — também é a folha que se usa
Fontes: Regulamento (CE) n.º 1924/2006, relativo às alegações nutricionais e de saúde sobre os alimentos; Directiva 2001/83/CE, quanto ao regime dos medicamentos tradicionais à base de plantas; informação da DGAV sobre suplementos alimentares e do Infarmed sobre produtos-fronteira. A identificação botânica, a distribuição e os usos descritos correspondem a literatura botânica e etnobotânica corrente e não foram verificados espécime a espécime. Esta página não contém nem substitui aconselhamento médico ou farmacêutico.