Cuidar do Corpo

Leia os nossos artigos e fique a saber tudo o que precisa para Cuidar do seu Corpo. Saúde e Bem-estar com informações especializadas.

  • Cirurgia Estética
  • Beleza e Estética
  • Saúde
  • Cuidar da Forma
  • Celulite e Estrias
Você está aqui: Home / Plantas e Ervas / Gilbardeira: a planta portuguesa que se corta no Natal

Gilbardeira: a planta portuguesa que se corta no Natal

É uma das poucas plantas desta lista que é espontânea em Portugal e que a maioria das pessoas já teve em casa — sem saber o nome — num arranjo de Natal.

Esta página foi reescrita. Antes descrevia o que se dizia que esta planta tratava; agora descreve o que ela é, onde cresce, para que serve de facto, e o que a lei permite afirmar. A razão da mudança está explicada em o que a lei permite dizer sobre plantas e saúde.

Que planta é

Nome botânico Ruscus aculeatus
Família Asparagaceae
Parte utilizada Rizoma e partes aéreas

Onde cresce

Espontânea em Portugal continental e na Madeira, em bosques, matos e sebes, sobretudo em solos sombrios. Também conhecida como pica-rato, erva-dos-vidros ou azevinho-menor.

Para que serve, na prática

  • Ornamental — os ramos com bagas vermelhas são tradicionalmente cortados para decoração de Natal, o que levou à sua sobre-exploração em várias regiões
  • Utilitária — os ramos rígidos e picantes foram usados como escova e para proteger alimentos de roedores, de onde vem o nome pica-rato
  • Culinária histórica — os turiões jovens foram consumidos como os do espargo, a que a planta é botanicamente próxima

O que a tradição lhe atribui

Tem longa reputação na tradição europeia relacionada com a circulação das pernas. A designação popular varia muito de região para região em Portugal, o que é sinal de uso doméstico antigo e disseminado.

Isto é etnobotânica: registo do que se acreditou e do que se praticou. Não é uma indicação de uso nem uma afirmação de eficácia — e a distinção não é um formalismo, é o que separa informação de alegação.

Cuidados a ter

As bagas vermelhas não são comestíveis. A colheita da planta em meio natural está sujeita a restrições em várias áreas, por pressão de recolha para decoração.

O que a lei permite dizer

Sobre gilbardeira, como sobre qualquer planta vendida como alimento ou suplemento alimentar em Portugal, aplicam-se três regras que convém conhecer:

  1. Um suplemento alimentar não pode ser apresentado como tratando ou prevenindo uma doença. Se o for, deixa juridicamente de ser alimento e passa a ser medicamento — competência do Infarmed, e ilegal sem autorização.
  2. As alegações de saúde têm de estar autorizadas, nos termos do Regulamento (CE) n.º 1924/2006, depois de avaliação científica pela EFSA.
  3. As alegações sobre plantas estão «em espera» desde 2010 — nem autorizadas nem rejeitadas. É por isso que circulam sem estarem validadas.

E há um princípio que contraria a intuição de quase todos: o uso tradicional, por si, não é fundamento suficiente para autorizar uma alegação de saúde num alimento.

O enquadramento completo, com a diferença entre suplemento e medicamento e cinco sinais para ler criticamente um artigo sobre plantas, está em o que a lei permite dizer sobre plantas e saúde.

Perguntas frequentes

Qual é o nome científico de gilbardeira?

Ruscus aculeatus, da família Asparagaceae.

Cresce em Portugal?

Espontânea em Portugal continental e na Madeira, em bosques, matos e sebes, sobretudo em solos sombrios. Também conhecida como pica-rato, erva-dos-vidros ou azevinho-menor.

Para que se usa?

Ornamental — os ramos com bagas vermelhas são tradicionalmente cortados para decoração de Natal, o que levou à sua sobre-exploração em várias regiões Além disso: Utilitária — os ramos rígidos e picantes foram usados como escova e para proteger alimentos de roedores, de onde vem o nome pica-rato

Serve para tratar alguma doença?

Não é isso que esta página afirma, e não é isso que a lei permite afirmar sobre uma planta vendida como alimento. As alegações de saúde sobre plantas estão em espera de avaliação na União Europeia, e o uso tradicional não basta para as autorizar. Para uma questão de saúde, o interlocutor é um médico ou um farmacêutico.

Há cuidados a ter?

As bagas vermelhas não são comestíveis. A colheita da planta em meio natural está sujeita a restrições em várias áreas, por pressão de recolha para decoração.

Plantas relacionadas

  • Visco-branco — a outra planta que se corta para decoração de Natal
  • Arruda — também são as partes aéreas que se usam
  • Valeriana — também é a raiz que se usa
  • Ginseng — também é a raiz que se usa

Fontes: Regulamento (CE) n.º 1924/2006, relativo às alegações nutricionais e de saúde sobre os alimentos; Directiva 2001/83/CE, quanto ao regime dos medicamentos tradicionais à base de plantas; informação da DGAV sobre suplementos alimentares e do Infarmed sobre produtos-fronteira. A identificação botânica, a distribuição e os usos descritos correspondem a literatura botânica e etnobotânica corrente e não foram verificados espécime a espécime. Esta página não contém nem substitui aconselhamento médico ou farmacêutico.

Comentários

comments

Artigos mais lidos

O que a lei permite dizer sobre plantas e saúde

Mar de Porto com barcos e edifícios históricos.

Descubra Poros: O Guia Essencial para a Sua Viagem em 2025

Pele lisa com brilho natural, sem rugas aparentes.

Como Eliminar Rugas e Rejuvenescer a Pele: Guia Completo

Siga-nos

  • Facebook
  • Twitter
AlimentaçãoBem-estar e RelaxamentoCabelo e UnhasImagem e EstiloPele e CosméticaPlantas e Ervas

Siga-nos

https://www.facebook.com/cuidardocorpo

Pesquisar:

Mapa do site

Siga-nos

  • Facebook
  • Twitter

© 2026 · Cuidar do Corpo

Disclaimer Cuidar do Corpo: Os artigos deste blog não pretendem atuar como substituto de aconselhamento médico profissional nem devem ser encarados como fonte de diagnóstico ou tratamento. Todo o conteúdo deste website, inclundo texto, imagens e informação, têm um propósito simplesmente informativo.